Cátia Azevedo já sonha com os Jogos Olímpicos de Paris

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Formada no Núcleo de Atletismo de Cucujães, Cátia Azevedo corre, há 13 anos, pelo Sporting, clube pelo qual se sagrou, recentemente, tetra campeã nos 400 metros de pista coberta de atletismo. A atleta, que vai a Tóquio em julho, já avisou que quer estar também nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024 e, se possível, juntamente com a atleta do NAC, Eva Gonçalves, que acalenta o mesmo sonho.
Ana Catelas
Em entrevista no programa ‘Desporto em Análise’ conduzido por Hermínio Loureiro, na Azeméis TV/FM, Cátia Azevedo, de 27 anos, recordou o início da sua carreira no NAC, clube da freguesia de onde é natural, revelou como é treinar em tempos de Covid-19 e ainda anteviu a sua participação, este ano, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, deixando também a promessa de tudo fazer para conseguir o apuramento para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, onde gostaria de ter a companhia da sua conterrânea Eva Gonçalves.
Depois de ter participado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, Cátia Azevedo tem a presença garantida nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que terão lugar entre os dias 23 de julho e 08 de agosto. Contudo, estes Jogos, que foram adiados do ano passado devido à pandemia da Covid-19, serão diferentes do que é habitual, já que não vão ter público proveniente do estrangeiro. “Com todo o respeito, vão ser uns Jogos Olímpicos esquisitos. Não vai haver o espírito olímpico. Vou fazer uma prova como se fosse um Europeu ou um Mundial. No Brasil estive dez dias antes e dez dias depois da prova. Deu para viver e desfrutar de tudo e em Tóquio acabo a prova e tenho que apanhar logo o avião para voltar para casa”, explicou a atleta, referindo que a preparação para esta competição está a ser “muito complicada” devido à falta de provas e à necessidade de fazer, constantemente, testes à Covid.
Frisando que esta pandemia lhe ensinou que “tem de viver um dia de cada vez”, Cátia Azevedo confessa que os objetivos passam por ir aos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, para competir na prova dos 800 metros. “Gosto muito dos 400m, sinto que é a minha praia, consigo controlar a situação e sinto maturidade na prova. Nos 800m ainda estou a aprender, os treinos são muito diferentes, mas é um desafio”, afirmou a cucujanense, que não esquece as suas raízes e se confessa orgulhosa por pertencer a Oliveira de Azeméis.

Apesar dos obstáculos, Cátia Azevedo esteve no Europeu
O coronavírus paralisou o mundo desportivo, mas os atletas não pararam de treinar, pelo menos na totalidade. Esta pandemia obrigou os desportistas a repensarem a forma de treinar e arranjar alternativas ao que antes era tido como certo, ou seja, as pistas foram interditadas e as corridas passaram a realizar-se em estrada.
“Na primeira vaga, nós isolamo-nos mesmo e não tivemos acesso a nada. O meu namorado também é atleta e criámos um mini ginásio na garagem, escolhia horas com menos gente para fazer os treinos na rua e depois ficava em casa. Praticamente ficámos quase três meses sem ir à pista”, recordou a atleta do Sporting que, já na segunda vaga, se viu obrigada a cumprir 14 dias de isolamento depois do seu namorado ter testado positivo à Covid-19. “Foram 14 dias parada em que eu nem tive acesso à garagem. Foi muito complicado, tive que treinar e tentar ir ao Europeu”, recordou Cátia Azevedo, que até hoje testou sempre negativo ao novo coronavírus e garante que não tem medo de ser ‘apanhada’ pelo vírus, mas teme, sim, as suas consequências. “O meu namorado teve Covid e ainda hoje está a passar um mau bocado. Tem uma inflamação no pulmão direito e o fígado não está tão bem”, explicou.

“O Pinho sempre nos fez sonhar”
É com orgulho que Cátia Azevedo fala do seu passado mais longínquo e da altura em que ingressou no Núcleo de Atletismo de Cucujães. “Tudo o que sou hoje devo ao NAC e aos valores que o NAC e o (António) Pinho, que já não está entre nós, infelizmente, me deu e continuam a dar. Ir para o Sporting não mudou nada. Sou muito grata por o meu percurso se ter iniciado e passado pelo NAC”, garantiu a campeã nacional. Depois dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a cucujanense já avisou que quer estar presente nos Jogos de Paris, em 2024, um sonho que Eva Gonçalves, atleta do NAC, também espera realizar. “Era uma honra ter a Eva comigo em Paris. A Eva também era uma atleta do Pinho e o Pinho sempre nos fez sonhar”. Cátia Azevedo deixa um conselho à jovem do NAC: “Se ela tiver fixo esse objetivo, com ambição e trabalho vai estar lá (em Paris)”.