Café ilegal junta mais de 30 pessoas

Proprietária constituída arguida por desobediência

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Uma mulher, de 43 anos, foi constituída arguida após a GNR ter verificado, na madrugada de domingo, que estava a decorrer uma festa ilegal nos anexos de uma habitação que juntou mais de 30 pessoas. Quando os militares entraram na casa, perceberam que se tratava de um café ilegal, dada a quantidade de equipamentos comprometedores existentes no anexo.

O caso ocorreu em Faria de Cima, na freguesia de Cucujães, depois de a GNR do posto local ter recebido uma denúncia e os militares terem verificado a existência ruídos provenientes das traseiras de uma habitação. Ao avistar um indivíduo no pátio da casa, os militares pediram-lhe para chamar o responsável. A explicação da proprietária, de 43 anos, foi que estaria a decorrer uma festa de aniversário com um pequeno grupo no anexo.
No entanto, quando a força policial entrou no espaço, verificou que “as janelas estavam vedadas”, existiam “várias mesas com cadeiras à volta”, “um balcão”, “uma casa de banho”, “máquinas de jogo”, “televisão” e “várias bebidas alcoólicas em cima das mesas”. No exterior, onde foi pedido que todos os envolvidos aguardassem, a GNR identificou o aniversariante referido pela proprietária, um jovem de 24 anos que afirmou conhecer a responsável, “não sendo a primeira vez que consumia no estabelecimento”.
Para além de ter um café ilegal em funcionamento, a mulher foi constituída arguida por ter um crime de desobediência às normas vigentes decretadas no âmbito do Estado de Emergência, apesar de ter alegado que tinha aquele estabelecimento “para combater as dificuldades”. As cerca de 30 pessoas que se encontravam no café foram também identificadas por violação das regras impostas pelo Governo.