Café Académico preza tradições

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O Correio de Azeméis continua a acompanhar a evolução dos cafés mais emblemáticos do concelho e, esta semana, dá destaque ao Café Académico.

A 27 de novembro de 1969, o Café Académico abriu as portas aos seus primeiros clientes e, na altura, quem estava ao leme era Manuel Costa e Valentim Gomes. Cinco décadas depois é António Costa, irmão de Manuel Costa e atual responsável do estabelecimento, que mantém a casa aberta ao público das 06h00 às 22h00. Segundo o proprietário, é graças ao “esforço diário” que o café se vai mantendo igual a si próprio.
“Há cerca de 40 anos que mantenho a marca de café Tenco”, contou António Costa, em declarações ao Correio de Azeméis. “É uma das formas de agradar os meus clientes, até porque alguns vêm cá de propósito por causa do café”, acrescentou. Para além deste pormenor, os petiscos, os pequenos-almoços e os lanches de final do dia também são requisitados por quem visita o Café Académico. Apesar de tudo, a pandemia da Covid-19 acabou por afetar o movimento do estabelecimento no período da tarde e António Costa recordou os dois meses que estiveram fechados. “Foi um prejuízo… Deixámos de faturar e começámos apenas a pagar despesas, como renda, água ou luz”, descreveu.
Para António Costa, se tivesse de ser obrigado a fechar o Café Académico, seria um “desgosto”. “Tenho 61 anos e gosto do que faço. As portas continuam abertas porque continuo a gostar disto”, enfatizou o proprietário. “Se não gostasse, teria de mudar de arte”, brincou, bem-disposto.
Apesar de trabalhar sozinho no estabelecimento, que encerra aos domingos para descanso semanal, António Costa nunca se sente, de facto, só, até porque os clientes são como uma “família” para o proprietário.
Em relação à família biológica, o proprietário garantiu ao Correio de Azeméis que a mesma sempre apoiou António Costa no negócio. “Qualquer dia irei para a reforma mas, para mim, quanto mais tarde melhor”, declarou.