Bandevelugo é o novo projeto teatral do concelho

Pela mão do oliveirense João Amorim

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O Dia Mundial do Teatro assinalou-se a 27 de março e João Amorim deu um passo em frente para que Oliveira de Azeméis possa “iniciar um trajeto de afirmação cultural”, através da criação do projeto teatral Bandevelugo. O espetáculo ‘A Tempestade’, de William Shakespeare, estreará em novembro e contará com uma equipa constituída por 16 a 21 profissionais, sete dos quais oriundos do concelho de Oliveira de Azeméis.

Marta Cabral

O dinamizador do projeto teatral, João Amorim, explicou, em declarações ao Correio de Azeméis, que a Bandevelugo surgiu da fusão entre a sua profissão, na área do teatro, e do facto de não se imaginar a viver fora da sua terra natal. O jovem ator considera importante criar condições no concelho para que o “sítio certo” para se trabalhar em teatro “não continue a ser, simplesmente, os centros conhecidos”, como Porto e Lisboa. “Há até uma certa perversidade na utilização deste termo. Ao assumirmos constantemente este posicionamento, estamos a eternizar a ideia de que, e apenas, a população [dos grandes centros] tem o direito a usufruir de programação cultural”, considerou João Amorim.
A Direção-Geral das Artes, organismo do Ministério da Cultura, apoiará com 30 mil euros este projeto da Bandevelugo. O restante financiamento, entre apoio financeiro e logístico, será dividido por todos os intervenientes — Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, associações locais e pelo programa ‘Garantir Cultura’. “Este apoio de 30 mil euros da Direção-Geral das Artes, entre outros motivos, foi possível graças à parceria pecuniária e logística da Câmara Municipal, sem a qual teria sido muito difícil ver o nosso projeto financiado”, realçou João Amorim. O projeto específico que a Bandevelugo vai realizar — ‘A Tempestade’ — já tem nomes confirmados como o próprio João Amorim (direção artística), Ricardo Correia (encenação), Bárbara Soares, Daniela Cardoso, Daniela Silva, Joana Gomes, João Amorim e Miguel Lança (interpretação), Joana Rodrigues (produção), Rita Campos (cenografia), Sara Silva (figurinos), Jonathan Azevedo (design de luz), João Castro (operação técnica), Pedro Santos (artes gráficas), Carlos Gomes (fotografia), João Neto (realização) e Lara Santos (apoio à digressão).
Os princípios da Bandevelugo assentam na criação de espetáculos a partir de grandes textos da literatura universal — como é o caso d’A Tempestade’, de William Shakespeare — e da memória imaterial do território oliveirense. Para dar vida ao projeto, a equipa de profissionais de João Amorim vai trabalhar “de forma intensa” no espaço da companhia Trincheira Teatro e, de seguida, virá para Oliveira de Azeméis onde continuará os ensaios e, posteriormente, fará uma digressão local que passará por todas as freguesias do concelho, às sextas, sábados e domingos.