Avanço de obras no cemitério é unânime – Igreja reclama propriedade de terreno

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O pároco de Carregosa, José Ribeiro, reclama de um “entulho”, derivado do início das obras para alargamento do cemitério, “num ajardinado de um terreno pertencente à paróquia”, numa carta dirigida à presidente da Junta de Freguesia, Helena Moreira.
Ana Soares
Ainda que a Junta de Carregosa tenha anunciado possuir documentação de um acordo celebrado, em 1996, com a Fábrica da Igreja, que comprova que a autarquia local é proprietária do terreno em questão, o padre José Ribeiro colocou “novamente em causa a propriedade do prédio”, explicou a presidente da mesa da Assembleia, Vera Aguiar, na última sessão.
Helena Moreira adiantou que já foi, inclusive, feito “um comunicado às finanças com as confrontações desse acordo” e que será realizado um levantamento para serem efetuadas “as limitações do terreno”. Em todo o caso, a autarca concluiu que não está certa da conclusão desta obra até ao final do mandato, dadas as condições financeiras. “O nosso espírito é fazer consoante as possibilidades que temos e dentro dos limites daquilo que conseguimos”, disse. Os membros da Assembleia e a população carregosense mostraram-se desagradados com a situação e solicitaram à presidente que avançasse com a intervenção. “Neste momento, a atitude que a Fábrica da Igreja está a ter com a Junta não é a melhor. É lamentável que isto esteja a acontecer”, afirmou António Amorim (PSD), vincando que a posição da bancada “é que a Junta prossiga com as obras”. A bancada do PS também concorda com o avanço das obras. No período destinado ao público, Jorge Amorim, igualmente a favor, disse: “Em Carregosa, o povo sempre teve muito mais voz do que qualquer oposição”. “A casa paroquial e o cemitério, grande parte foi o povo que pagou”, afirmou.

Orçamento ultrapassa os 350 mil euros

A presidente Helena Moreira comunicou a inflação do orçamento para este ano (367 mil euros). O projeto do parque verde ‘Carregosa Viva’ já teve a candidatura à ADRITEM aprovada, já foram feitos os projetos de especialidade e apresentados na Câmara. Na obra de aumento do cemitério, está incluída a requalificação da capela mortuária e a requalificação da sala Museu na Vila Vasques, onde será acrescentada uma casa de banho comum ao museu e aos correios. “Os livros que compõe a nossa biblioteca estão no edifício dos correios”, informou a presidente. O jovem carregosense Marcos Sousa interveio para referir que biblioteca deve ter mais dinamismo. Já o cidadão Alcides Queiroz entende que deve ser encontrada “uma base para qualificar e dar o nome ao museu”. A Junta quer “melhorar” as rotundas da Avenida da República.