A Kelly/Simoldes/Oliveirense continua o seu crescimento e na próxima época vai apresentar-se nas provas com uma novidade: um autocarro ao nível das grandes equipas do ciclismo. Será uma espécie de casa ambulante e que, certamente, vai dar mais conforto e melhores condições aos ciclistas, tanto antes como depois das provas. “Conseguimos adquirir um autocarro. Quase todas as equipas, hoje em dia, têm um autocarro”, afirmou Luís Pinheiro, um dos responsáveis pela Kelly/Simoldes/Oliveirense, no programa ‘Desporto em Análise de Hermínio Loureiro, na Azeméis FM/TV. A transformação de um autocarro de passageiros no veículo para a equipa ainda vai demorar o seu tempo, mas a Oliveirense conta tê-lo a tempo da Volta a Portugal do próximo ano. Segundo adiantou Luís Pinheiro, o autocarro terá dois balneários, uma cozinha e uma sala de reuniões. “O ciclismo é uma modalidade muito exigente e a recuperação é fulcral. O autocarro vai ser uma mais valia tanto para os corredores como para o staff e também para os patrocinadores”, reconheceu o dirigente da Oliveirense. Luís Pinheiro deposita total confiança na equipa para 2021 e reconhece que ela tem condições para “discutir praticamente todas as corridas”. “O lote de três corredores – Cesar Fonte, Henrique Casimiro e Luís Gomes –, na alta montanha, pode discutir todas as corridas. A Volta a Portugal é uma corrida especial e normalmente a W52-FC Porto e a EFAPEL têm os corredores talhados mais para a Volta e serão sempre os favoritos”, analisou o dirigente. Luís Pinheiro acredita que em 2021, a Oliveirense vai “subir mais um degrau” e lamenta que a equipa não tenha um orçamento maior “para surpreendermos mais e trazermos corredores bons”. O diretor manifestou ainda a sua vontade de ver a passagem da Volta a Portugal em Oliveira de Azeméis para que a equipa possa “correr em casa e mostrar-se aos oliveirenses”.

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Nome da equipa tem espaço para mais um parceiro

A Simoldes é um dos patrocinadores e até tem dado o seu nome à equipa. Contudo, Luís Pinheiro salienta que a empresa oliveirense “não é verdadeiramente um parceiro comercial, mas vai-nos ajudando no crescimento do projeto”. Por isso, afirma que “ainda há espaço para um parceiro, que poderá ser o segundo nome da equipa a seguir à Kelly”. Quanto aos apoios da Câmara Municipal, o diretor da equipa admite que, “inicialmente, se calhar, a Câmara não conhecia bem o projeto”, mas, acrescenta, “tem-nos apoiado e tem dado ânimo ao projeto”.