“Ânsia em ano de eleições prejudica planeamento e rigor”

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“A ânsia de em ano de eleições fazer acontecer o que não se fez em quatro anos está a prejudicar Oliveira de Azeméis e os oliveirenses. Importou mais do que tudo anunciar o início das obras, independentemente de tudo o resto. Não importou mais uma vez pensar-se em planear com cuidado e rigor. Não importaram mais uma vez as pessoas e o seu bem-estar”, disse, em nota enviada ao Correio de Azeméis, o vereador do PSD, José Campos, a propósito da requalificação da Casa Sequeira Monterroso, que vai dar lugar ao futuro Fórum Municipal.

José Campos afirma que, “em 28 de maio de 2021”, “com grande pompa e circunstância e com direito a presença ministerial, o executivo do PS liderado pelo eng. Joaquim Jorge lançou a primeira pedra da requalificação da Casa Sequeira Monterroso. Nem dois meses passaram e as obras foram interrompidas”. O vereador explica que, na última reunião de câmara do dia 22 de julho, “após a vereação do PSD ter questionado se as obras estavam efetivamente paradas e porquê, ficamos a saber não só que as mesmas se encontravam de facto suspensas e que a sua retoma estava agora dependente de um estudo geológico que a câmara municipal tinha mandado fazer, já bem depois do início das obras e quando teria começado a haver problemas com as escavações. Nessa mesma reunião, o senhor presidente referiu que esperava que esta paragem nas obras fosse ultrapassada num curto espaço de tempo e que estas fossem retomadas num período de sensivelmente uma semana. A verdade é que as mesmas continuam paradas. Será porque na realidade o contrato para o estudo geológico assinado no passado dia 20 de julho prevê um prazo de execução de 62 dias?”, questionou.
O vereador interrogou, ainda, que “ao facto de este estudo apenas surgir agora, não teria sido sensato, de bom senso e responsável que esse estudo tivesse sido feito antes do início das obras, sabendo-se das características do edifício, nomeadamente a sua antiguidade, rodeado de outros edifícios igualmente antigos e com necessidade de escavações profundas?”. José Campos afirma que esta é uma obra da câmara municipal “onde se exige rigor e planeamento“ e que “é apenas mais um exemplo da falta de planeamento e de rigor a que este executivo já nos tem habituado”.

Os estudos são “uma cautela”, diz câmara municipal
A câmara municipal esclareceu ao Correio de Azeméis que “só foi possível perceber a necessidade dos estudos geotécnicos dos edifícios junto à obra após a demolição da Casa Sequeira Monterroso. É uma cautela; a obra não foi suspensa, estão a decorrer os prazos de execução e o empreiteiro voltará rapidamente à obra.”
A adjudicação do “estudo geológico” foi feita no dia 23 de julho à empresa G.S.G., Lda. pelo montante de 12,173 euros, de acordo com o portal da contratação pública. O “prazo de execução é de 62 dias”, pode ler-se no portal. A edilidade esclareceu que “a empresa contratada já começou o trabalho”, sendo o prazo definido na adjudicação “uma formalidade”.