Amaro Simões diz adeus à carreira política

Presidente da Junta de Freguesia de S. Roque diz que valeu a pena

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Ao final de 28 anos de carreira enquanto autarca, o presidente da Junta de Freguesia de S. Roque, Amaro Simões, diz adeus a um longo percurso político. Com três mandatos consecutivos, o autarca está impedido legalmente de se voltar a recandidatar. Foi 24 anos presidente de Junta desde 1993 – em períodos intercalados – e, durante quatro anos, também foi presidente da Assembleia de Freguesia de S. Roque.

Marta Cabral

Foram três décadas de legado e de “dedicação” que estão a chegar ao fim. “Mesmo que não houvesse uma lei, é democraticamente saudável existir uma rotatividade ao fim de três mandatos”, considerou o presidente da Junta de Freguesia de S. Roque, Amaro Simões, em declarações à Azeméis FM/TV. “Agradeço do fundo do coração a quem me confiou os destinos da freguesia”, afirmou, acrescentando que “sairá com dignidade” da sua posição, dada a “satisfação” de dever cumprido.
Para Amaro Simões, a obra mais marcante foi a Escola EB 2,3 Comendador Ângelo Azevedo. “O nosso parque escolar estava degradado e conseguimos um equipamento de nível para a nossa escola. Ou seja, o parque escolar é o equipamento marcante do mandato”, afirmou Amaro Simões. A negociar os terrenos para a rede de saneamento, o autarca recordou que começou do zero e que, agora, a rede está perto dos 100 por cento. “Está a dar algum trabalho mas há a possibilidade de ficarmos com mais de 95 por cento de saneamento”, declarou o presidente de Junta.
Apesar das conquistas realizadas nos mandatos consecutivos de Amaro Simões, a Zona Industrial de S. Roque foi uma das dificuldades mencionadas pelo autarca. “Sei que, cada vez mais, temos zonas industriais apelativas à nossa volta e, com as boas acessibilidades que temos, sente-se menos a necessidade de uma Zona Industrial propriamente dita”, comentou. “Mas precisamos de uma pequena Zona Industrial de forma a captar indústrias inovadoras e alternativas. Ficou um sonho por concretizar”, lamentou. Este “calhau no sapato” incomoda o autarca, que referiu ser “um grande prejuízo para os industriais”.
No final de contas, Amaro Simões contou que se sente “tranquilo” com os anos de serviço prestados à terra. “Todos estes mandatos foram valorizados e, honestamente, tentei integrar-me com o mesmo carinho que recebia das pessoas”, descreveu. “Senti a gratidão e as pessoas entenderam o nosso esforço e a nossa dedicação”, concluiu.