A quarta pandemia

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Eduardo Costa *

Vivemos a quarta pandemia mundial dos últimos 100 anos. Em 1918 teve início a Gripe Espanhola, que matou 40 a 50 milhões de pessoas. Em 1957 o mundo debateu-se com a Gripe Asiática, que matou dois milhões. Entre 1968 e 1969 morreram um milhão de pessoas em todo o mundo com a Gripe de Hong Kong.
No seu primeiro ano, a pandemia da Covid-19 matou mais de dois milhões e meio de pessoas no mundo, um milhão das quais na Europa.
Estas quatro pandemias apresentam um indicador comum – as faixas etárias acima dos 65 anos estão entre as mais afetadas, com especial incidência para aqueles com comorbilidades.
Nas anteriores pandemias os países não recorreram ao confinamemto obrigatório, mas algumas regras foram as mesmas de hoje. O distanciamento social, o apelo à lavagem recorrente das mãos e evitar o uso de transportes públicos.
A memória destas pandemias leva-nos a acreditar que são fenómenos que de quando em vez se repetem. A Covid-19 não será a última das pandemias.
Com a ciência muito mais evoluída, acreditemos que esta pandemia permita a aprendizagem sobre as formas de combater e rapidamente eliminar focos futuros pandémicos. Evitando, assim, os assustadores números de óbitos.
A União Europeia falhou na aquisição de vacinas a que se comprometeu com os estados-membros. Queremos acreditar que está a aprender com a Covid-19. Mais de meia centena de fábricas vão ser reforçadas e criadas. Não virão a tempo para a Covid-19 (acreditamos…), mas assegura-nos que estaremos muito melhor preparados para uma próxima.

* jornalista, presidente da
Associação Nacional da Imprensa Regional