A “noite” dos jovens em pandemia

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O relato de um jovem revelou-nos como fazem os jovens para se divertir noite fora. Vamos resumir.
Estava com um amigo da universidade e este recebeu um telefonema. Um colega de estudos perguntava onde haveria festa privada. Era sábado. Onze da noite. Um outro amigo ‘achou’ uma festa! Chegados ao local, um portão abre-se. Um homem saiu e deixou entrar as dezenas de jovens que aguardavam. Lá dentro funcionava um bar com DJ, cheio de jovens a beber. Seriam umas duas da manhã e o mesmo homem anunciou que a festa ia terminar. Porquê? “Estão lá fora muitos que querem entrar. Com tantos à porta vai dar nas vistas. Como sabem isto é ilegal. A polícia vai acabar por aparecer”.
Já lá fora, um amigo informou que estava a decorrer uma outra festa. A palavra passou e todos os carros foram em fila.
“Mas porque havemos de não nos divertir?
Ninguém cumpre! Veja-se a festa do Sporting! E a ‘Champions’! Até o Marcelo (Rebelo de Sousa) denunciou!”
Os jovens, com idades entre os 16 e os 25 anos, maioritariamente, justificavam o seu incumprimento com o exemplo vindo ‘de cima’.
Este jovem lembrava o puxão de orelhas ao governo a propósito da ‘Champions’. “As pessoas que vierem à final da Liga dos Campeões virão e regressarão no mesmo dia”, garantiu o governo. Não foi assim. Foi um farrobodó. Maus exemplos. Servem na perfeição para justificar o incumprimento das regras.
Com o país a temer um novo confinamento, estes exemplos são preocupantes.