“A identidade não se perdeu, mas ficou em baixo”

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Os travanquenses, na sua maioria, não estão agradados com a União de Freguesias entre Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz, nomeadamente pelo bairrismo da freguesia. “Que cada freguesia volte a ter a sua identidade, não são exequíveis, não se misturam”, referiu António Santiago Martins, presidente da Associação Cultural Recreativa e Desportiva ‘Turma da Bola’, em declarações ao Correio de Azeméis.

“A identidade de Travanca não se perdeu, mas ficou em baixo no coração destas pessoas que aqui moram”, afirmou Rui Tavares, vice-presidente da Associação de Solidariedade Social de Travanca.
Ainda assim, alguns conseguem almejar pontos positivos nesta União. O Centro Médico, que terá fechado na freguesia e passado os serviços que fornecia para a freguesia de Pinheiro da Bemposta, é das principais razões apontadas por muito cidadãos, mas o ex-presidente de Junta da Freguesia de Travanca e atual membro da Assembleia Municipal, Nuno Jesus, acredita que os serviços em questão ganharam mais qualidade. “Consigo perceber aquelas pessoas que iam a pé, agora a deslocação é maior e a população envelhecida ficou a perder. Muitas vezes não conseguem perceber que há ganhos de qualidade no serviço que é prestado”, disse.
“É muito mais benéfico em termos monetários [a União], o valor que vem para cada freguesia, muitas vezes não chega para fazer o trabalho que dignifique a mesma. Estando as três juntas, o ‘bolo’ é muito maior, o que permite que o desenvolvimento seja maior para as três”, clarificou a tesoureira da Junta de Freguesia e travanquense, Laura Tavares.