“A história das empresas é feita de pessoas”

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A Moldoplástico completou 65 anos de existência no dia 04 de novembro e o sentimento que prevaleceu foi de “gratidão” pelos dois sócios fundadores, Lúcio Rodrigues e Joaquim Landeau, uma vez que foi graças à sua “persistência”, “determinação” e “espírito de sacrifício” que a empresa continua a somar pontos no mercado.

Para o administrador da Moldoplástico, o significado do aniversário é bem claro. “Significa essencialmente que o sonho que os dois sócios fundadores tiveram não foi em vão”, afirmou Carlos Silva, referindo-se a Lúcio Rodrigues e Joaquim Landeau. “O motivo de estarmos cá hoje deve-se essencialmente a estes bons exemplos e a uma mentalidade que sempre procuraram incutir em todos aqueles que os rodearam e que tem sido um dos pilares da nossa existência”, acrescentou. É exatamente por isso que, na opinião do administrador, é necessário mostrar o agradecimento, porque “nenhum dever é mais importante do que a gratidão”. “A eles, principalmente, pela coragem ao iniciar este percurso, a muitos outros que por cá passaram e pelo muito que deram, e aos que cá estão hoje pelo que continuam a fazer”, reconheceu Carlos Silva. “A história das empresas é feita de pessoas e do seu contributo”, realçou.
Face às circunstâncias atuais, a Moldoplástico assinalou a data com o descerramento de uma placa alusiva à data. Porém, a vontade da Direção é poder reunir todos os colaboradores “quando existirem condições” e fazer “um convívio” pelos 65 anos da empresa, de homenagem aos sócios fundadores e de agradecimento aos colaboradores conforme tem sido “prática habitual”. “O que nos motiva e dá força é a responsabilidade de pertencer a esta grande empresa e que hoje, mais do que nunca, temos a obrigação de lutar e de dar o nosso melhor mesmo em contextos tão difíceis”, enfatizou o administrador.

 

“Eu (Joaquim Landeau) e o meu sócio Lúcio Rodrigues éramos os artistas de bancada”


A Plásticos Joluce, empresa pertencente ao grupo Moldoplástico, felicitou nas suas redes sociais todos os que fazem e fizeram parte dos 65 anos de história da empresa. Para lembrar um pouco dessa mesma história, a empresa partilhou um pequeno texto publicado pelo Departamento de Sistemas de Informação da Universidade do Minho: “Eu (Joaquim Landeau) e o meu sócio Lúcio Rodrigues éramos os artistas de bancada, o Carlos Graça era o torneiro, o António Rodrigues era o aprendiz que vinha da lavoura e o Sr. Ernesto, o ‘Ti Ernesto da Sola’, era o contabilista. A nossa fábrica era por baixo de uma loja de cobres à entrada de Oliveira de Azeméis. Dividíamos o rés do chão com um armazém de palha para os animais”.

 

“Moldoplástico foi uma das melhores escolas de vida”

Todas as empresas, principalmente aquelas que têm uma certa longevidade, enfrentam múltiplos desafios ao longo do tempo. “65 anos não são 65 meses e a Moldoplástico tem um percurso com páginas e páginas de uma longa história, percurso esse que teve bons e maus momentos, que trouxe prosperidade e felicidade, mas que trouxe também muitas dificuldades e algumas tristezas, muitas delas inesperadas”, contou o administrador Carlos Silva, adiantando que a empresa tem uma fórmula “vital” no que diz respeito à “sua capacidade de superação”. Sendo que a Moldoplástico foi uma das primeiras empresas de moldes no país, foi lá que muitos empresários oliveirenses do setor iniciaram o seu percurso o que, em muitos casos, vieram a “culminar em empresas de grande sucesso e dimensão”. “Tudo isto prova que a Moldoplástico foi uma das melhores escolas de vida, pelo que fez pelo crescimento pessoal dos seus colaboradores e na forma como os preparou profissionalmente”, enfatizou Carlos Silva.

Helena Landeau elogiou a grande família

A administradora Helena Landeau felicitou a “família Moldoplástico” nas redes sociais, agradecendo a todos que, ao longo dos anos, “fizeram parte desta grande família”.