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DIRETR
EDUARDO COSTA


17-7-2017,
> Autarquia esclarece que proprietários dos terrenos já foram notificados para fazerem a limpeza
“ISTO É UM BARRIL DE PÓLVORA”

A existência de uma densa vegetação na Rua Frei Caetano Brandão, à entrada norte da cidade, está a deixar os moradores apreensivos, temendo que possa representar um risco em caso de incêndio.


Ana Henriques mora naquele local há sete anos e nunca viu os terrenos em causa serem limpos. Pelo contrário, a mata, junto à rotunda no início da via que liga aquela rua à António Pinto de Carvalho, vai crescendo a cada ano que passa e, atualmente, a sua altura rondará os seis metros. “Isto é um barril de pólvora, se há ali algum incêndio facilmente atinge as casas que rodeiam aquela vegetação e há algumas que estão mesmo encostadas”, diz a moradora.

O caso já foi exposto à autarquia, GNR e Proteção Civil, tendo também sido denunciado no Portal do Cidadão, com o objetivo de notificar os proprietários para efetuarem a limpeza. Fonte da autarquia adiantou  entretanto, ao Correio de Azeméis que os donos dos terrenos “já foram notificados”, tendo-lhes sido dado um prazo para fazerem a limpeza. Caso não o façam no prazo estipulado, “terá de ser a Câmara a ir limpar os terrenos, sendo que os proprietários terão de pagar os custos”.

Os habitantes, que se referem à vegetação como “pequena selva”, vivem com receio, principalmente nos meses de verão. “No ano passado, quando houve incêndios aqui perto, vi muitas vezes uma vizinha a lançar água para lá e eu e o meu marido revezávamo-nos para irmos controlando e ver se estava tudo bem”, descreve Ana Henriques, explicando que, junto à mata, há “um banco de terra” onde estão muitas vezes carros estacionados, o que representa uma outra preocupação, porque, “se alguém vier a fumar e não tiver o civismo de pôr a beata no cinzeiro do carro, aquilo facilmente incendeia”.

A moradora acrescenta que a situação coloca também em risco pessoas que passeiam a pé naquela rua, uma vez que o matagal tem já bastante profundidade. “A certa altura ‘afunda’ e já escorregaram pessoas que lá vão apanhar uns frutos de uma árvore, porque não há sinalização de perigo. Qualquer dia pode cair lá alguém sem que ninguém dê por ela”, considera Ana Henriques.

Para além da falta de segurança, Ana chama a atenção para a questão da saúde pública, relatando que, não raras vezes, já viu, a sair daquele mato denso, e até mesmo perto de sua casa, ratos e ratazanas. “Já para nem falar do odor”, acrescenta.

Diana Cohen


 




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