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DIRETOR
EDUARDO COSTA


6-11-2012,
> Homenagem póstuma ao médico residente nos estados unidos pela Casa Museu oliveirense
Uma rua de Oliveira de Azeméis para Dr. Manuel Luciano da Silva

O Dr. Manuel Luciano da Silva terá o seu nome inscrito numa das ruas de Oliveira de Azeméis. Quem o garantiu foi o presidente da Câmara na homenagem póstuma, promovida pela Casa Museu, ao médico falecido recentemente. estemunhos de amizade A grande amizade que o dirigente da Casa Museu de Oliveira de Azeméis, Manuel Carlos, mantinha com Manuel Luciano da Silva, foi estreitada, nos últimos tempos, com as transmissões das conhecidas videoconferências sobre diversos temas de Saúde e até consultas particulares que o médico se disponibilizava a fazer, a título gratuito “numa perspetiva de grande responsabilidade social”, como considerou Hermínio Loureiro. O mesmo acontecia no Museu Biblioteca de Cavião, em Vale de Cambra, onde, aliás, essa iniciativa teve a sua génese. Nesta noite de todas as recordações, também testemunharam alguns episódios de amizade e pequenas histórias de outros tempos, mantidas com o comendador Luciano, Matos Barbosa e Artur Tavares, este último lembrando os conselhos médicos, acertados, dados pelo amigo via ‘Skype’, “a maior invenção dos tempos modernos”, como caraterizava o saudoso especialista em Medicina Interna. Recorde-se que o historiador e investigador, nascido em 1926 em Cavião, ficou conhecido pelo estudo da pedra de Dighton, em Rhode Island, e as suas inscrições, que atribuiu ao navegador português Miguel Corte Real, e à sua tese de que Cristóvão Colombo era português, que deu origem a um dos seus livros.


Ângela Amorim

Hermínio Loureiro anunciou, na noite do passado dia 01 de novembro, que, "logo que seja oportuno", o Dr. Manuel Luciano da Silva terá "o seu nome inscrito numa das ruas de Oliveira de Azeméis". Assim, "numa próxima revisão toponímica", o autarca vai propor à respetiva comissão que encontre "uma artéria com a dignidade que ele merece para gratidão e reconhecimento" de tudo quanto o médico, falecido no passado dia 22 de outubro nos Estados Unidos da América - onde residia -, fez por Oliveira de Azeméis em particular e, de um modo geral, na defesa da portugalidade do nosso povo.

Para o edil, que falava na homenagem póstuma promovida pela Casa Museu Regional ao comendador natural de Cavião (Vale de Cambra) - que chegou a residir e a estudar em Oliveira de Azeméis -, Luciano da Silva era um homem com "um trabalho de grande relevância, mas que, em nenhuma circunstância, esqueceu as suas origens". Tratou-se de "um homem da História, das Humanidades, da Ciência e da Cultura (...). Um homem com um caráter universal, que não tinha fronteiras... o limite dele era o mundo". Porém, nunca esqueceu a "relação muito próxima" que mantinha com Oliveira de Azeméis. Nesse sentido, "cá estamos nós para honrar a sua memória e tentar implementar muitos dos seus sonhos que não conseguiu concretizar".

Dar continuidadeà sua obra

Muitos desejos, vontades e até sonhos de Manuel Luciano da Silva ficaram por concretizar. Desde logo a "irmanação" das localidades a quem ofereceu uma réplica da pedra de Dighton, tendo a primeira ido para o Museu da Marinha com Oliveira de Azeméis a receber logo a segunda. Outras se espalham por Cavião, Ilha da Madeira, Ribeira Grande e Ilha Terceira.

Também fazer do pão de Ul "o melhor pão do mundo" - em termos da matéria-prima usada no seu fabrico - era outro objetivo do médico cientista, conforme salientou o seu grande amigo Manuel Carlos, membro da direção da Casa Museu de Oliveira de Azeméis.

Já o presidente desta instituição oliveirense, Samuel Oliveira, lembrou a sugestão que o homenageado, a título póstumo, terá feito ao Ministério da Educação português, no sentido de incluir Ferreira de Castro nos currículos escolares: "Ele, lá longe, estava mais preocupado com isso do que nós, oliveirenses, aqui. Interessa acompanhar esta pretensão", apelou.

A propósito deste tema, o diretor da Associação Dr. Manuel Luciano da Silva (Cavião), Pedro Laranjeira, aproveitou para adiantar que, efetivamente, essa proposta foi entregue ao ministro, "contudo até ao momento não recebemos qualquer resposta". No entanto, "vamos fazer a entrega de livros de Ferreira de Castro a todas as escolas da região - anunciou este responsável, grande amigo de Luciano da Silva - numa parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Vale de Cambra".

Por seu turno, Hermínio Loureiro frisou que "a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis já há muito tempo tem feito sentir, junto das entidades superiores, a importância da introdução do estudo de Ferreira de Castro nos currículos educativos", nomeadamente de Português e da Literatura Portuguesa. Para além disso, a edilidade reeditou ‘A Selva’ (ilustrada) "para que as crianças, desde tenra idade, comecem a tomar contato e a conhecerem Ferreira de Castro", completou.

"Os anos mais felizes da vida do Dr. Manuel Luciano da Silva foram os últimos 13, quando se reformou e pôde dedicar-se mais à família"; e, destes, os últimos dois, "com a abertura do Museu Biblioteca em Cavião", sublinhou ainda Pedro Laranjeira, para rematar: "Temos de dar continuidade à sua obra" e "concretizar os seus sonhos". É que "o homem morreu... ajudem-nos a manter viva a sua memória", concluiu.


 




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